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A possibilidade de paralisação dos caminhoneiros perdeu força após lideranças nacionais da categoria desistirem da greve em assembleia realizada em Santos (SP). Com isso, as rodovias que cruzam Goiás seguem com fluxo normal de cargas, sem registro de bloqueios ou impactos no abastecimento.
A decisão ocorre em meio à alta dos combustíveis e ao aumento das tensões internacionais, fatores que vêm pressionando os custos do transporte rodoviário em todo o país. Diante desse cenário, representantes do setor optaram por manter o diálogo com o Governo Federal e acompanhar as medidas anunciadas nos últimos dias.
Entre essas ações está a Medida Provisória que reforça o cumprimento do piso mínimo do frete, uma das principais reivindicações da categoria. A norma endurece penalidades para empresas que descumprirem as regras e amplia o controle das operações por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot), sob fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Em Goiás, o movimento já encontrava resistência antes mesmo da decisão nacional. Lideranças locais avaliavam que a adesão à greve seria improvável, o que contribui para a manutenção da normalidade nas principais rodovias que cortam o estado.
O presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Goiás (Sinditac), Vantuir José Rodrigues, destacou o peso da categoria na economia nacional.
“Os transportadores autônomos são responsáveis por cerca de 86% da movimentação de cargas no país”
, afirmou, ao reforçar o potencial de impacto de uma eventual paralisação.
No entanto, representantes das empresas demonstram preocupação com medidas mais rígidas por parte do Governo Federal. A avaliação é de que restrições severas podem gerar efeitos negativos no abastecimento, inclusive em estados com forte dependência logística, como Goiás.
“Seria uma atitude drástica e provavelmente causaria um dano maior. Os autônomos têm os direitos deles e devem ser respeitados, mas suspender o direito de transportar pode causar um caos”
, afirmou o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Estado de Goiás (Setceg), Ademar Pereira.
Mesmo com o recuo na paralisação, o cenário segue sensível. A alta do diesel, impulsionada pelo mercado internacional, continua pressionando os custos, enquanto caminhoneiros cobram maior fiscalização e cumprimento das regras já existentes.
Assim, embora o tráfego siga normal nas rodovias goianas, o setor permanece em alerta, já que novas tensões podem surgir caso as demandas da categoria não avancem.
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