Fim do Espectro? Cientistas Propoem Novo Modelo para o Autismo e Desafiam Classificação Atual
Um grupo de pesquisadores internacionais está propondo uma mudança radical na forma como o autismo é compreendido e classificado. Em artigo publicado na revista Molecular Autism, especialistas argumentam que o conceito de “espectro autista” (TEA) como o conhecemos hoje pode estar limitando diagnósticos, tratamentos e pesquisas.
O modelo atual, adotado desde o DSM-5 em 2013, coloca o autismo em um contínuo de gravidade, com níveis 1, 2 e 3. Os autores sugerem substituir isso por um sistema multidimensional que avalia separadamente cinco domínios: comunicação social, comportamentos repetitivos, cognição, linguagem e regulação sensorial.
Essa abordagem permitiria identificar com mais precisão as necessidades individuais, evitando que pessoas com perfis muito diferentes sejam agrupadas sob o mesmo rótulo. O objetivo é melhorar intervenções personalizadas, reduzir estigma e avançar na compreensão neurobiológica do autismo.

A proposta já gera debate na comunidade científica e entre famílias. Alguns especialistas apoiam a ideia de maior granularidade, enquanto outros temem que fragmentar o diagnóstico dificulte acesso a direitos e serviços.
No Brasil, onde o TEA atinge cerca de 2 milhões de pessoas (estimativa IBGE), a mudança poderia impactar políticas públicas, educação inclusiva e acesso a terapias. O Ministério da Saúde e sociedades médicas ainda não se posicionaram oficialmente.
A discussão reforça que o autismo não é uma condição única, mas um conjunto complexo de variações neurológicas – e que entender melhor essas diferenças pode transformar vidas.
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