A guerra no Oriente Médio está causando um impacto significativo no transporte de petróleo global, com o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, praticamente paralisado. O conflito começou em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel iniciaram bombardeios contra o Irã, e desde então, 24 embarcações comerciais, incluindo 11 petroleiros, foram atacados ou comunicaram incidentes na região.
O número de travessias diárias no Estreito de Ormuz caiu drasticamente, de cerca de 120 para apenas 124 em todo o mês de março, segundo a empresa de análise Kpler. Isso representa uma queda de 95% no tráfego de navios de carga de matérias-primas. Além disso, os preços do combustível para navios subiram cerca de 90% desde o início do conflito, segundo dados do observatório do setor Ship and Bunker.
A situação está afetando milhares de trabalhadores no mar, incluindo marinheiros, trabalhadores portuários e pessoal de instalações offshore. A Organização Marítima Internacional (OMI) estima que pelo menos 3.200 navios se encontram na área, incluindo dois terços de “grandes navios comerciais dedicados ao comércio internacional”. Além disso, cerca de 20 mil marinheiros são afetados pelo bloqueio, segundo a OMI.
Os analistas de commodities do banco JPMorgan afirmaram que a maior parte do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz se dirige à Ásia, principalmente à China. A China está trabalhando em um plano para liberar seus petroleiros retidos na região, segundo o editor para Ásia-Pacífico da Lloyd’s List, Cichen Shen.
O conflito no Estreito de Ormuz está causando um impacto significativo no mercado global de petróleo, com os preços do combustível subindo e a disponibilidade de petróleo diminuindo. A situação está sendo monitorada de perto por governos e empresas de todo o mundo, que estão buscando soluções para minimizar os efeitos do conflito no mercado global de energia.
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