A fazenda de 716 hectares localizada em Santa Terezinha de Goiás, conhecida como Fazenda Buriti, voltou ao centro das atenções e é considerada uma das mais disputadas do estado. A propriedade, avaliada em mais de R$ 40 milhões, é tema de uma disputa judicial que se arrasta há mais de 15 anos.
A disputa envolve compradores, herdeiros e decisões que ainda não encerraram definitivamente o caso. O interesse crescente se explica não apenas pelo valor elevado, mas também pela localização dentro da área de expansão urbana do município, o que impulsionou sua valorização ao longo dos anos.
Além disso, há especulações sobre a existência de riquezas naturais na área, incluindo a possibilidade de ocorrência de pedras preciosas, o que reforça ainda mais o interesse econômico sobre a propriedade.
De acordo com o Compre Rural, o negócio teve início em 2009, quando a propriedade foi vendida por cerca de R$ 1 milhão para o pecuarista Milton Coelho Rocha. O contrato previa o pagamento em três parcelas, sendo que a última, no valor de R$ 700 mil, deveria ser quitada após a transferência oficial do imóvel para o nome do comprador, o que nunca ocorreu.
O advogado Pedro Terra Hochmüller, que defende o comprador, afirmou que o valor da fazenda se tornou “impalpável”, justamente por estar inserida em uma área de expansão urbana. Segundo ele, antes mesmo do vencimento da última parcela, a valorização acelerada teria motivado uma tentativa de desfazer o negócio por parte da vendedora.
Com o passar do tempo, a fazenda se valorizou de forma expressiva, o que levantou questionamentos sobre um possível arrependimento da vendedora. A defesa do comprador sustenta que a proprietária tentou desfazer o negócio após perceber o novo potencial econômico da área, enquanto os herdeiros afirmam que o problema sempre foi o não pagamento da última parcela.
Após a morte da vendedora, o processo passou a ser conduzido por suas filhas, que pedem o encerramento do contrato ou o pagamento integral da dívida com juros. A Justiça de Goiás manteve a validade do contrato e determinou que o comprador realize o pagamento da última parcela com correção monetária.
Além disso, ficou definido que os herdeiros devem providenciar a regularização do imóvel e a escritura definitiva após o depósito judicial do valor devido. Um dos pontos centrais da discussão passou a ser o momento exato em que os juros deveriam começar a incidir. O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) fixou que a cobrança deve ocorrer a partir de setembro de 2013, quando o imóvel passou a estar juridicamente apto para transferência.
Enquanto o impasse continua, a posse da fazenda permanece com as herdeiras, e o comprador ainda não conseguiu concluir a transferência para seu nome. A longa disputa, somada à valorização milionária, à repercussão em veículos nacionais e às especulações sobre a presença de pedras preciosas, fez com que o caso ganhasse projeção nos últimos dias.
Com isso, a Fazenda Buriti entrou definitivamente no radar do público e do setor agropecuário, sendo apontada como um dos casos mais emblemáticos de valorização rural em Goiás.
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