🇺🇸 Washington, EUA – O representante de comércio da Casa Branca, Jamieson Greer, confirmou nesta quarta-feira (15) a manutenção da recomendação de um novo tarifaço sobre produtos brasileiros, com ampliação da lista de isenções e possibilidade de poupar setores específicos da sobretaxa de 25%.
A decisão, que poderá entrar em vigor imediatamente ou em poucos dias, foi baseada em investigação concluída no início de junho. Embora tenham sido abertos comentários públicos e audiências em Washington, a maioria das manifestações do setor privado — tanto brasileiro quanto americano — foi contrária às tarifas.
A apuração, instaurada em julho de 2025, é uma das medidas do governo republicano em resposta ao que chamou de “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em carta do ano passado, o representante afirmou que o tratamento ao ex-mandatário, “um líder respeitado globalmente”, seria uma “vergonha internacional”.
Desde maio, o governo brasileiro realizou reuniões com autoridades americanas para buscar soluções, após a visita de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Casa Branca, quando foi criado um grupo de trabalho bilateral. No entanto, a conclusão da investigação foi publicada antes do prazo acordado, e, segundo aliados do governo petista, não houve abertura para negociações.
Na terça-feira (14), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) reiterou em nota que a aplicação das tarifas é “injusta” e não contribui para um acordo bilateral adequado. Integrantes do governo já sinalizam a adoção de medidas de reciprocidade, conforme declarou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
“O processo de reciprocidade foi iniciado no passado. Chegamos a suspender a tramitação seguindo a lei do Congresso Nacional, quando houve uma espécie de volta atrás do tarifaço. Agora, acho que é provável que, consultado o presidente Lula, retomemos o processo de reciprocidade”, afirmou Durigan.
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