Goiás atingiu em 2025 a menor taxa de mortes violentas intencionais da série histórica iniciada em 2012, com 16,5 vítimas por 100 mil habitantes, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O número está abaixo da média nacional, de 19,1 mortes por 100 mil habitantes, e representa uma queda de 12,7% em relação a 2024, quando o estado registrou 18,9 mortes por 100 mil.
No total, foram 1.222 vítimas em 2025, uma redução de 11,8% em relação ao ano anterior, quando o índice foi de 1.386 casos. A queda acumulada desde 2012 é de 59,5%, enquanto a média nacional recuou 31% no mesmo período. Em 2012, Goiás tinha uma taxa de 40,7 mortes por 100 mil habitantes, muito acima da média brasileira daquele ano (27,7).
O Centro-Oeste registrou a maior redução regional do país desde 2012, com queda acumulada de 49,9% nos índices de violência letal. Goiás aparece entre as nove unidades da Federação com taxa inferior à média nacional, consolidando-se como um dos estados com menor violência letal do Brasil.
A redução atinge quase todos os indicadores. Os homicídios dolosos passaram de 959 vítimas em 2024 para 813 em 2025, queda de 15,2%. A taxa recuou de 13 para 11 mortes por 100 mil habitantes, superior à média nacional, que caiu 10%. As lesões corporais seguidas de morte diminuíram de 35 para 28 casos, queda de 20%, enquanto os latrocínios permaneceram estáveis, com 19 registros em ambos os anos.
Os roubos também apresentaram queda expressiva, com 6.329 ocorrências em 2025, contra 8.866 em 2024, redução de 28,6%. A taxa caiu de 120,6 para 85,3 por 100 mil habitantes. Em 2025, não houve registro de roubo a instituição financeira, mesmo índice de 2024. Os roubos contra transeuntes caíram 33,8%, enquanto os roubos a estabelecimentos comerciais recuaram 30,9%. O roubo de cargas apresentou uma das maiores reduções proporcionais, passando de 23 para 12 ocorrências.
Desde 2019, Goiás acumula quedas anuais consecutivas no número de mortes violentas, com 2.251 vítimas em 2019, 1.222 em 2025 e redução de 60% em relação ao pico da série, registrado em 2015 (3.054 vítimas).
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