Uma escalada de ataques e retaliações marcou as últimas horas no Oriente Médio, intensificando a crise entre Estados Unidos, Israel e Irã. Uma série de fortes explosões foram ouvidas nesta quinta-feira (2) por volta das 7h30, no horário de Brasília, em Teerã, capital do Irã, e também na cidade de Karaj, no norte do país, segundo jornalistas da agência de notícias AFP.
O Irã acusou os EUA e Israel de bombardear nesta quinta-feira (2) a ponte B1, que liga Teerã a Karaj, resultando em “várias” pessoas feridas. Imagens divulgadas pela agência estatal Fars mostram um buraco em um dos vãos da estrutura, uma das mais altas do Oriente Médio. Em outra frente, o Irã também alegou ter bombardeado uma base secreta dos EUA nos Emirados Árabes Unidos, onde estariam cerca de 200 soldados, e instalações de aço e alumínio ligadas aos Estados Unidos no Golfo Pérsico.
Em Israel, um bombardeio iraniano atingiu uma refinaria de petróleo em Haifa, causando um grande incêndio. Estas ações ocorreram após o presidente dos EUA, Donald Trump, discursar na noite de quarta-feira (1º), afirmando que os EUA estão perto de atingir seus objetivos, mas continuarão atacando “com muita força nas próximas 2, 3 semanas”. Em resposta, o Irã declarou que a guerra continuará até a “rendição e arrependimento permanente do inimigo” e que “ninguém vai sobreviver” a uma incursão por terra. O comandante do Exército iraniano, major-general Amir Hatami, pediu que as forças de Teerã estejam prontas para uma resposta a qualquer método de ataque inimigo.
A tensão gerou incertezas nos mercados globais, com as principais bolsas caindo e o petróleo subindo. A comunidade internacional reagiu às declarações e aos eventos. A China respondeu às declarações de Donald Trump, afirmando que os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã são a ‘causa principal’ do bloqueio no Estreito de Ormuz. Por sua vez, a Rússia, através de seu porta-voz Dmitry Peskov, declarou estar pronta para contribuir com a resolução da guerra, com o presidente Vladimir Putin discutindo o conflito com o governo do Egito. Nesta quinta-feira (2), 35 nações lideradas pelo Reino Unido se reunirão para pensar em soluções para o Estreito de Ormuz. O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que uma operação militar para libertar o Estreito de Ormuz seria “fora da realidade”.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, disse nesta quinta-feira (2) que não há fim à vista para a guerra que já deslocou um milhão de pessoas no último mês. Ele acrescentou que seu governo redobrará os esforços diplomáticos e políticos para pôr fim aos confrontos. Em meio à escalada, as embaixadas dos EUA na Jordânia e no Iraque pediram que cidadãos norte-americanos deixem os países, alertando para possíveis ataques de grupos milicianos alinhados ao Irã.
O governo da Áustria recusou pedidos dos EUA para que aviões norte-americanos utilizassem seu espaço aéreo, seguindo outros países europeus que também se negaram a permitir o uso de seus territórios para ações relacionadas ao conflito. Em um desenvolvimento preocupante, o representante do Irã na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou que um ataque à usina nuclear iraniana de Bushehr seria um “crime de guerra”, após Donald Trump ameaçar atacar a infraestrutura elétrica do Irã.
Internamente no Irã, a premiada advogada de direitos humanos Nasrin Sotoudeh foi presa nesta quinta-feira (2), segundo informou sua filha. Sotoudeh, que já foi agraciada com prêmios internacionais, tem um histórico de prisões por seu trabalho, e seu marido, Reza Khandan, está detido desde dezembro de 2024.
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