O conflito entre Irã e Israel completou 32 dias nesta terça-feira, 31, com uma notável intensificação dos bombardeios e novos ataques a países do Golfo. Explosões foram registradas em Teerã, capital iraniana, atribuídas a ataques israelenses, enquanto as forças de Israel afirmaram ter interceptado projéteis e atingido estruturas militares iranianas.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que mais da metade dos alvos estratégicos já foi atingida, mas não estabeleceu um prazo para o fim da operação. A escalada de tensão também foi sentida no Líbano, onde quatro soldados israelenses morreram em combate contra o Hezbollah, e novos bombardeios atingiram áreas de Beirute. Os rebeldes huthis, apoiados por Teerã, intensificaram seus ataques no Mar Vermelho.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump elevou o tom contra o Irã, ameaçando destruir completamente a ilha de Kharg responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo iraniano além de usinas elétricas e instalações de dessalinização, caso o Irã não aceite um acordo para cessar o conflito.
O Estreito de Ormuz, via marítima responsável pelo transporte de aproximadamente 20% do petróleo mundial, segue parcialmente bloqueado desde o início da guerra. O Irã avalia endurecer ainda mais o controle, propondo a cobrança de pedágios e a proibição de embarcações ligadas aos Estados Unidos e a Israel, medida criticada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.
A comunidade internacional acompanha a situação com apreensão. Países do G7 discutem o impacto do conflito e possíveis medidas para mitigar os efeitos sobre o mercado de energia, enquanto cresce a pressão para que uma coalizão internacional atue na segurança da navegação na região.
Economicamente, o preço do petróleo permanece acima de US$ 100 por barril. Um relatório do JP Morgan indica que o mundo entrou em uma fase de “choque de fluxo”, com redução no transporte de petróleo, que pode evoluir para um problema de escassez de estoques nas próximas semanas. A Ásia é apontada como a região mais vulnerável no curto prazo, enquanto Europa e Estados Unidos devem sentir os impactos gradualmente, principalmente por meio da alta de preços.
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