Nesta sexta-feira (27), a Polícia Civil realizou a segunda fase da Operação Desfortuna, que investiga a promoção de jogos de azar ilegais na internet. A ação teve como alvo a influenciadora Anna Beatryz Ferracini Ribeiro, conhecida como Bia Miranda, que soma mais 5 milhões de seguidores nas redes sociais.
Em seu perfil nas redes sociais, os advogados de Bia Miranda esclareceram que a utilização de itens cenográficos e materiais de produção audiovisual é comum no meio publicitário e digital, não configurando qualquer irregularidade ou conduta criminosa.
A ação foi conduzida por agentes da DCOC-LD e teve como alvo a residência da influenciadora. Os policiais encontraram cerca de US$ 40 mil dólares em cédulas cenográficas e joias, além de um veículo e dispositivos eletrônicos.
A influenciadora afirmou que utilizava o material na produção de conteúdos para redes sociais, com o objetivo de atrair seguidores e possíveis apostadores para plataformas online. A polícia solicitou o bloqueio das contas da investigada.
A operação visa identificar outros envolvidos na promoção de jogos de azar ilegais online. De acordo com as apurações, Bia Miranda teria movimentado cerca de R$ 4 milhões em um ano. O grupo investigado teria movimentado aproximadamente R$ 40 milhões nos últimos dois anos.
Relatórios do Coaf apontam que a estrutura financeira investigada pode ter registrado movimentações que chegam a R$ 4 bilhões.
A Polícia Civil investiga que os influenciadores envolvidos recebiam, em média, R$ 250 mil a cada três meses pela divulgação das plataformas. Em alguns casos, contratos previam ganhos adicionais vinculados às perdas dos apostadores, mecanismo conhecido como “cláusula da desgraça alheia”.
A operação foi motivada por informações encaminhadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, indicando a continuidade da divulgação de sites ilegais mesmo após a primeira ação policial.
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