O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu seu homólogo sul-africano, Cyril Ramaphosa, nesta segunda-feira (9), em Brasília. O encontro foi marcado por debates sobre a necessidade de preparo militar e a defesa da paz em um cenário mundial cada vez mais complexo.
Durante a recepção, Lula enfatizou a posição da América do Sul como uma “região de paz”, destacando a ausência de armas nucleares e o uso de drones apenas para fins agrícolas e tecnológicos. Ele alertou sobre a importância da defesa nacional.
Não sei se o companheiro Ramaphosa percebe que se a gente não se preparar em questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente. Essa é uma coisa que o Brasil tem necessidade similar à necessidade da África do Sul.
O líder brasileiro também fez menção à escalada de conflitos internacionais, como os ataques no Oriente Médio envolvendo o governo americano e Israel no Irã, e a situação da Venezuela. Para Lula, “o diálogo e a diplomacia constituem o único caminho viável para a construção de uma solução duradoura.”
Ele alertou ainda para as consequências econômicas, mencionando que a “guerra no Irã” já provoca a alta do preço do combustível globalmente.
Brasil e África do Sul mantêm uma sólida parceria, integrando o Brics, grupo de economias emergentes que inclui o Irã. No Planalto, os chefes de Estado e seus ministros assinaram acordos de cooperação em áreas como comércio, turismo e indústria.
Ramaphosa agradeceu o apoio brasileiro frente a uma tentativa de boicote no G20, atribuída aos EUA, sob a administração de Donald Trump, que questionou uma lei sul-africana de expropriação de propriedades rurais improdutivas.
O presidente sul-africano também criticou o aumento dos conflitos globais e clamou por um cessar-fogo e a retomada das negociações de paz.
A nossa visita ao Brasil ocorre num momento de recrudescimento de conflitos e assim reiteramos nosso chamado para uma resolução pacífica.
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