A tradicional Procissão do Fogaréu voltou a encantar as ruas da Cidade de Goiás na madrugada desta quinta-feira (2), atraindo milhares de fiéis e turistas. Considerada o ponto alto da programação da Semana Santa, a celebração se aproxima de 281 anos de história em 2026, mantendo viva uma das mais impactantes manifestações de fé do estado.
Pouco antes da meia-noite, às 23h55, os primeiros toques de tambor ressoaram em frente ao Museu de Arte Sacra da Boa Morte, onde uma multidão já aguardava. A emoção era palpável quando as tochas foram distribuídas e acesas, iluminando o centro histórico da antiga Vila Boa com um brilho místico.
Às 23h58, os farricocos, em um cortejo enfileirado, começaram a chegar. Desde o ano passado, a procissão conta com a presença de 60 farricocos, um aumento de 20 em relação aos anos anteriores, o que confere ainda mais imponência à encenação. Após breves cânticos, a fanfarra retomou a trilha sonora, marcando o início da caminhada de aproximadamente 1,5 quilômetros.
Entre os presentes, a comoção era visível. Muitos conversavam, expressando a beleza do momento.
“É muito lindo”,
dizia uma mãe aos filhos, enquanto amigos comentavam:
“Até quem não sabe o que significa a encenação acha lindo e se emociona.”
Às 00h06, a procissão iniciou sua jornada, com passos rápidos, intensos e compassados, características que surpreendem quem a acompanha pela primeira vez.
O percurso seguiu o roteiro tradicional, partindo da Praça do Chafariz em direção à Igreja Nossa Senhora do Rosário, onde a mesa da Última Ceia do Senhor está montada. Por volta das 00h27, os tambores já eram ouvidos subindo a rua rumo à Igreja de São Francisco de Paula, que representa o Monte das Oliveiras, simbolizando o local da prisão de Jesus Cristo.
A Praça Zacheu Alves de Castro já estava lotada de pessoas que optaram por aguardar o desfecho no destino final. Ali, o Cristo flagelado surge, representado por um estandarte de linho pintado em duas faces. Esta obra é da artista plástica Maria Veiga, bisneta do renomado Veiga Valle, e confere um dos momentos mais intensos da celebração.
Às 00h36, teve início a proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas, em memória de sua prisão e julgamento, marcando o momento em que o público começou a se dispersar, levando consigo a memória de uma noite de profunda espiritualidade e tradição.
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