Na manhã desta quarta-feira (25), a Polícia Federal (PF) realizou uma operação contra uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias na Caixa Econômica Federal. Os prejuízos podem passar de R$ 500 milhões.
Os detalhes da operação
Foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Até o momento, 14 pessoas foram presas.
Entre os alvos de busca estão Rafael Góis, CEO e fundador do Grupo Fictor, e o empresário Luiz Rubini, ex-sócio da empresa.
A investigação
A investigação teve início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado de obtenção de vantagens ilícitas. O grupo cooptava funcionários de instituições financeiras e utilizava empresas, inclusive vinculadas a um grupo econômico específico, para a movimentação de valores e ocultação de recursos ilícitos.
Os prejuízos
Os prejuízos milionários foram não só à Caixa, mas a diversas instituições financeiras, dentre elas Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra. A PF também investiga os crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.
Medidas cautelares
A Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. A PF também investiga os crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.
Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas e 172 empresas.
As penas
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. As penas somadas podem ultrapassar 50 anos de prisão.
Reações
Em nota, a defesa do Grupo Fictor e de Rafael Góis informou que o mandado de busca foi cumprido e o celular do empresário foi apreendido. “Foi realizada hoje diligência de busca e apreensão na residência de Rafael Góis, CEO da Fictor, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Federal. Apenas o seu celular foi apreendido. Tão logo sua defesa tenha acesso ao conteúdo da investigação, serão prestados os esclarecimentos necessários às autoridades competentes, com o objetivo de elucidar os fatos”.
A defesa do empresário Luiz Rubini, em nota, informou que não teve conhecimento prévio do processo e se manifestará oportunamente.
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