A exclusividade da patente da semaglutida, o princípio ativo de medicamentos como o Ozempic, chegou ao fim no Brasil. Com o término do período de 20 anos da farmacêutica Novo Nordisk, o mercado se abre para que outras empresas possam desenvolver e comercializar versões da substância. Essa mudança gera a expectativa de produtos mais acessíveis, embora a redução nos preços deva demorar a ser sentida nas farmácias.
O Brasil representa o oitavo maior mercado global para a Novo Nordisk, com movimentação de mais de R$ 12 bilhões no último ano apenas com produtos que contêm a semaglutida. A farmacêutica chegou a tentar prorrogar a patente por mais 12 anos na Justiça, mas teve seu pedido negado.
Agora, empresas nacionais e estrangeiras já podem iniciar o registro de medicamentos à base de semaglutida junto à Anvisa. Contudo, o fim da patente não garante a chegada imediata de novos produtos às prateleiras, uma vez que todos precisarão passar por um rigoroso processo regulatório e de aprovação.
Atualmente, a Anvisa analisa 14 pedidos para a produção de semaglutida. A previsão é que sejam concedidas até três autorizações por semestre, em um processo que pode se estender até meados de 2028. Os pedidos das farmacêuticas EMS e Ávita Care estão entre os mais avançados em análise.
É importante notar que as futuras versões da semaglutida serão classificadas como biossimilares, e não genéricos. Isso ocorre porque o Ozempic, por ser um medicamento biológico, não permite a intercambialidade direta que caracteriza um genérico, segundo a Anvisa.
Especialistas indicam que os biossimilares tendem a ser mais baratos que os medicamentos de referência, mas com uma redução de preço menor do que a observada em genéricos, geralmente em torno de 20%. Com base nisso, versões nacionais poderiam chegar ao mercado a partir de R$ 1.039,76, comparado ao valor atual do Ozempic, que custa aproximadamente R$ 1.299,70.
A queda da patente também pode levar a Novo Nordisk a oferecer maiores descontos para manter sua competitividade. Por outro lado, as novas empresas podem ajustar seus preços para atrair consumidores. A clareza sobre os valores finais, no entanto, só virá quando os primeiros produtos forem, de fato, aprovados e lançados no mercado.
Elienai News – Compromisso com a verdade!
💬 Deixe seu comentário sobre esta matériaQuer receber as notícias mais recentes de Goianésia e região diretamente no seu celular? Então junte-se aos grupos de WhatsApp da Central de Notícias Elienai News!

