📰 Polícia Militar de Goiás Não Aceita Suborno Milionário: Advogado Investigado pela PF Após Tentativa de Propina em Cristalina
A Polícia Militar de Goiás (PMGO) demonstrou integridade inabalável ao rejeitar uma tentativa de suborno de R$ 1,7 milhão durante abordagem na BR-050, em Cristalina. O caso, ocorrido na tarde de 30 de janeiro de 2026, envolveu o Comando de Operações de Divisas (COD), que apreendeu o dinheiro escondido em uma mala no porta-malas de um veículo e resistiu a negociações do advogado dos suspeitos.
Tudo começou quando policiais do COD abordaram um carro na BR-050, vindo de São Paulo com destino a Brasília. Um dos ocupantes demonstrou nervosismo extremo, levando a uma vistoria que revelou a mala com R$ 1,7 milhão em espécie. Os dois homens, suspeitos de atuar como “laranjas”, não conseguiram comprovar a origem lícita do montante e foram detidos por lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
Eles indicaram o contato de um advogado responsável pela entrega. Os PMs ligaram para o defensor, que tentou negociar a liberação via telefone. Em vídeo gravado pelos agentes, o advogado alegou que o dinheiro era de importações comerciais (roupas, brinquedos, com notas fiscais) e ofereceu propina para “resolver” a situação.
“Ninguém perde[ria]. Eu me comprometo, minha palavra… a gente resolve isso, ninguém perde. Eu consigo organizar a documentação e comprovar a origem. E aí, se precisar de retenção dos valores ou de qualquer outra coisa, seja 10 [mil] ou se você libera ele, me passa o seu contato aqui. Ele já envia pelo telefone e eu procuro vocês.”
— Advogado, em gravação dos PMs
Ele mencionou “colegas em Brasília” para agilizar e insistiu em liberar o valor ou reter parte, configurando corrupção ativa. Os policiais recusaram firmemente, respondendo que não podiam liberar sem comprovação e reportariam ao superior.
“Infelizmente, doutor, não podemos liberar nada sem comprovação. Vocês entendem que é nossa obrigação reportar tudo ao superior.”
— Policiais do COD
Diante da gravidade, a PMGO entregou o caso à Polícia Federal (PF), que assumiu as investigações. O advogado agora responde por corrupção ativa, enquanto os dois ocupantes do veículo são investigados por lavagem de dinheiro e ocultação de bens. O R$ 1,7 milhão permanece apreendido e à disposição da Justiça Federal para aprofundar a origem e destinação dos recursos.
A ação dos PMs do COD, que gravaram toda a negociação, evitou a liberação indevida e expôs o esquema, reforçando a imagem da corporação como incorruptível. O caso destaca o trabalho rigoroso da PMGO no combate a crimes financeiros e corrupção no Vale do São Patrício e região.
A PF segue apurando se há conexões maiores, e os nomes dos envolvidos não foram divulgados oficialmente até o momento.
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