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O preço médio do litro do diesel subiu quase 20% desde o início da guerra no Irã, enquanto o valor médio do litro da gasolina teve alta de 5,5%. De acordo com dados coletados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo), em uma semana, o preço médio do litro do diesel subiu 6,76%, passando de R$ 6,8 para R$ 7,26, o valor mais alto desde 31 de julho de 2022. Já a gasolina comum teve um aumento de 2,94% em uma semana, passando de R$ 6,46 para R$ 6,65.
A disparada no preço do diesel é reflexo da guerra, que fechou o estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial do petróleo. O brent, referência para o petróleo, teve aumento expressivo e, em 12 de março, o barril fechou acima de US$ 100 pela primeira vez desde 2022.
O governo também atua para segurar o preço do diesel. Na primeira ofensiva, o Planalto zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel para diminuir o impacto na economia brasileira das oscilações do petróleo. Em seguida, representantes da área econômica do governo iniciaram a ofensiva para que os governos estaduais reduzam o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel importado.
A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) anunciou que vai ampliar a fiscalização com a identificação e punição das cobranças abusivas de combustíveis em postos. A PF (Polícia Federal), por sua vez, abriu um inquérito para investigar suspeitas de preços abusivos e crimes contra consumidores no mercado de combustíveis. O governo federal vai multar em até R$ 500 milhões quem subir combustível de forma abusiva.
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