A pequena Yasmin, de quase três anos, protagonizou um momento de pura emoção no Cmei Professora Elza Cerri, em Nerópolis, no início de março. Sob o olhar atento e a torcida das professoras e cuidadoras, a menina deu seus primeiros passos, um marco que celebra não apenas seu desenvolvimento, mas uma jornada de intensa superação.
Esses passinhos, hoje cheios de vida, carregam a história de um incidente que quase custou a vida da criança. A mãe, Aline Leite Silva, narrou a dolorosa experiência: quando Yasmin ainda era um bebê, um episódio com uma antiga babá resultou em uma grave fratura no fêmur, um caso que até hoje não foi solucionado.
Aline relembra a manhã em que levou a filha para a babá e a angústia ao buscá-la. A babá relatou um choro incessante, mas não soube explicar o motivo. Horas de choro seguiram, e a mãe, inicialmente pensando em problemas intestinais, buscou ajuda médica.
Após uma madrugada no hospital, uma médica percebeu o desconforto de Yasmin e um segundo raio-x revelou a fratura. A gravidade da lesão levou a uma cirurgia de emergência no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad).
O pós-operatório foi descrito como tortuoso por Aline.
Ela foi perdendo o apetite, só queria água, ficou o coro e osso. Ela gritava de dor, especialmente no banho. Foram uns três meses assim, dia após dia. Dói muito ver um filho assim
, lamentou a mãe. Durante todo esse período, Yasmin não conseguia andar.
Para se dedicar aos cuidados da filha e de outros três filhos, Aline precisou deixar o emprego, enquanto Yasmin seguia com sessões de fisioterapia. A mãe destaca que o apoio incondicional da creche, especialmente das professoras e cuidadoras, foi fundamental.
A equipe do Cmei foi informada sobre a condição de Yasmin, ciente de suas necessidades especiais e da dificuldade de locomoção, que por vezes exigiu até o uso de cadeira de rodas. Apesar de estar em uma turma onde todos já andavam, as educadoras nunca desistiram.
Eu tinha muito medo de nunca ver minha menina andando, mas as professoras, toda a equipe de lá, nunca desistiram, até que ela desse os primeiros passos
, emocionou-se Aline. A mãe expressou gratidão também à equipe de fisioterapia de Nerópolis e aos funcionários do Hecad, confiante de que, com essa rede de apoio, Yasmin terá uma infância feliz e “normal”.
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