O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, destacou, em palestra realizada na sede da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), que o papel de um “bom juiz não é ser estrela”, mas sim assumir a responsabilidade de julgar com equilíbrio, consciência e fundamentação técnica. Mendonça, relator de casos de alto impacto como o do Banco Master e dos desvios do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), defendeu a discrição e a austeridade na magistratura.
“Meu grande desafio em qualquer processo é entender o que é certo, decidir de modo certo e fazer isso pelos motivos certos. Simplesmente pelo dever de fazer o certo. Por isso não tenho a pretensão de ser uma esperança, ou alguém diferente em algum sentido, com algum dom especial”
, disse Mendonça. Ele enfatizou que a função do juiz é técnica e baseada no dever, rejeitando qualquer pretensão de “protagonismo pessoal” ou de ser um “salvador”. Mendonça também mencionou sua fé cristã ao pedir que julguem da forma certa, reconhecendo que magistrados não são perfeitos.
Mendonça definou que coragem não é “falar alto” ou ser “arrogante”, mas sim a capacidade de decidir com racionalidade e serenidade em meio à adversidade. O ministro concluiu sua palestra destacando a importância de julgar com equilíbrio e consciência, sem buscar o protagonismo.
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