O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou que vai renunciar ao cargo nesta segunda-feira (23/3), um dia antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode cassar seu mandato e torná-lo inelegível por oito anos. A cerimônia de despedida está marcada para as 16h30, no Palácio Guanabara.
A decisão de renunciar surge após mudanças na estratégia política do governador, que inicialmente pretendia deixar o cargo de forma discreta, por meio de publicação no Diário Oficial. No entanto, após o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), realizar uma cerimônia de transmissão de cargo na capital fluminense, o movimento foi revisto.
Cláudio Castro é alvo de uma ação no TSE que apura abuso de poder político e econômico, além de conduta vedada a agentes públicos durante a campanha eleitoral. O processo envolve suspeitas de uso da estrutura do governo estadual para favorecer sua reeleição, especialmente por meio de contratações na Fundação Ceperj. Até o momento, o placar do julgamento é de 2 votos a 0 pela cassação do mandato.
A renúncia de Cláudio Castro é vista como uma tentativa de esvaziar o objeto da ação, uma vez que ele deixará o cargo antes da conclusão do julgamento. No entanto, o processo pode prosseguir, e o governador poderá ser declarado inelegível. A movimentação também é interpretada como uma tentativa de manter viabilidade política para as eleições deste ano, com possibilidade de candidatura ao Senado.
O adversário político e pré-candidato ao governo estadual, Eduardo Paes, criticou a decisão de renunciar, afirmando que não representa um encerramento de mandato, mas uma tentativa de evitar responsabilização judicial. “Encerramento de mandato nada. Trata-se de um governador omisso fugindo da Justiça. Desrespeitando a Justiça com os crimes que cometeu”, escreveu em publicação nas redes sociais.
Com a saída de Cláudio Castro e sem vice-governador, o comando do Executivo estadual será assumido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto. Caberá a ele convocar uma eleição indireta na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, que escolherá o governador que ficará no cargo até o fim do mandato, em janeiro de 2027.
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