O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, líder dos Estados Unidos, protagonizaram nesta quinta-feira (7) um encontro marcado por cordialidade e objetivos claros na Casa Branca, em Washington. A reunião, que durou cerca de três horas no formato de visita de trabalho, foi classificada por ambos como “muito boa” e “produtiva”, com trocas diretas sobre temas sensíveis, como tarifas comerciais e a reforma da ONU.
Lula chegou à Casa Branca por volta das 12h21 (horário de Brasília) e foi recebido por Trump com um aperto de mãos, dando início a um almoço de trabalho que selou um clima de aproximação entre os dois líderes. Além dos presidentes, participaram da reunião ministros brasileiros — como Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) — e autoridades americanas, incluindo o vice-presidente JD Vance e o secretário do Tesouro, Scott Bessent.
Entre os principais assuntos discutidos, destacaram-se as tarifas comerciais impostas pelos EUA ao Brasil e a investigação americana sobre o Pix, no âmbito da Seção 301. Lula propôs a criação de um grupo de trabalho bilateral para debater as divergências em até 30 dias, afirmando que o Brasil está aberto a ceder em negociações, mas também espera reciprocidade. “Quem tiver errado vai ceder. Se a gente tiver que ceder, nós vamos ceder”, declarou o presidente brasileiro.
A reforma da ONU e do Conselho de Segurança também entrou na pauta, com Lula defendendo uma ampliação do colegiado para refletir a geopolítica atual. Ele reiterou o interesse histórico do Brasil em ocupar um assento permanente no Conselho, argumentando que “a geopolítica de 2026 não é a mesma de 1945”. Trump, por sua vez, não detalhou sua posição, mas a discussão sinalizou uma convergência em torno da necessidade de modernização das instituições internacionais.
No campo da política externa, Lula reafirmou sua crença no diálogo sobre o Irã, contrário a uma escalada militar, e ofereceu o Brasil como mediador em eventuais negociações envolvendo Cuba, após Trump afirmar não cogitar uma invasão à ilha. Sobre a Venezuela, o presidente brasileiro expressou esperança de que o país encontre estabilidade após a recente prisão de Nicolás Maduro, destacando a necessidade de garantir condições dignas ao povo venezuelano.
Apesar das diferenças ideológicas, Lula descreveu a relação com Trump como “positiva” e repleta de “química”, chegando a comparar o momento a um “amor à primeira vista”. O petista também brincou, pedindo ao americano que sorrisse durante o encontro, e afirmou que os brasileiros buscam construir “os melhores acordos” com os EUA. “Trump rindo é melhor que de cara feia”, comentou, em tom descontraído.
Horas após a reunião, Trump reforçou os elogios em rede social e durante uma visita ao Lincoln Memorial, chamando Lula de “cara inteligente” e afirmando que os dois países realizarão “muitas transações comerciais” nos próximos meses. “Tivemos uma ótima reunião, ele é um homem bom, um cara inteligente”, declarou o republicano, que também destacou o potencial de crescimento do comércio bilateral.
Com um tom conciliatório e foco em resultados práticos, o encontro entre Lula e Trump sinalizou um recomeço nas relações Brasil-EUA, com promessas de novas reuniões para avançar em acordos comerciais e temas globais.
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