A ponte sobre o Rio das Almas, na BR-153 entre o Jardim Paulista e Rialma, tem sido alvo de discussões nas redes sociais sobre sua segurança. Para esclarecer as dúvidas da população, a reportagem do Elienai News conversou com o engenheiro civil José Camelo, profissional com mais de quatro décadas de atuação na área.
Segundo Camelo, não há risco iminente de colapso na estrutura. Ele explicou que a ponte foi construída com concreto protendido, uma tecnologia amplamente utilizada em obras de grande porte devido à sua resistência e durabilidade. O sistema utiliza cordoalhas de aço de alta resistência, que são tensionadas e ancoradas no concreto, criando uma compressão prévia na estrutura. Isso neutraliza os esforços de tração e reduz significativamente a possibilidade de fissuras, mesmo com o peso dos veículos.
Uma das principais dúvidas da população diz respeito às juntas de dilatação, dispositivos presentes na ponte. Camelo esclareceu que elas são normais e necessárias em uma estrutura desse porte. Esses dispositivos permitem a movimentação natural da ponte devido às variações de temperatura e à própria movimentação da estrutura.
Com vasta experiência na fiscalização de obras públicas, tendo atuado na antiga AGETOP (atual GOINFRA), o engenheiro afirmou ter conhecimento técnico para avaliar a segurança da ponte. Ele destacou que as comparações com a ponte do Estreito, entre Maranhão e Tocantins, não são pertinentes, já que se tratam de situações distintas, especialmente no que diz respeito à manutenção ao longo dos anos.
A ponte do Jardim Paulista, cuja construção original data da década de 1960, passou por uma reforma emergencial em janeiro de 2018, após um longo período sem manutenção significativa. Para Camelo, a estrutura está em condições adequadas de uso, e os motoristas não têm motivo para preocupação.
O engenheiro também ressaltou que a Ecovias Araguaia, concessionária responsável pela BR-153, realiza o acompanhamento e fiscalização da rodovia. O fato de a ponte permanecer liberada para o tráfego é um indicativo de que ela atende aos requisitos de segurança exigidos pelos órgãos competentes.
Ao final da entrevista, José Camelo foi categórico: os usuários podem trafegar pela ponte com tranquilidade. “Pela minha experiência na engenharia civil e na fiscalização de obras, não vejo nenhum perigo na estrutura. A população pode passar pela ponte sem medo”, afirmou.
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