Entre os dias 6 e 10 de maio, um ciclone extratropical com características de “ciclone bomba” deve influenciar as condições do tempo no Brasil, especialmente no Sul e Sudeste. Embora não atinja diretamente o território nacional, sua passagem pelo oceano, próximo à costa da Argentina, provocará ventos intensos e queda de temperatura em várias regiões do país.
O termo “ciclone bomba” é usado quando há uma queda acentuada da pressão atmosférica, de pelo menos 24 hectopascais em 24 horas, indicando um sistema que ganha força de maneira explosiva.
A formação desse sistema está associada a uma frente fria que se organiza entre Argentina, Paraguai, Uruguai e o extremo sul do Brasil. A diferença de pressão gerada pelo ciclone sobre o mar intensifica os ventos no Centro-Sul do país, mesmo sem chuva — são as chamadas “rajadas secas”, capazes de causar transtornos em questão de segundos.
Ciclones extratropicais são comuns na América do Sul durante o outono e inverno, quando o contraste entre massas de ar quente e frio favorece a formação de áreas de baixa pressão e ventos fortes.
De acordo com a Climatempo, as rajadas de vento devem ser significativas nos próximos dias. Na quinta-feira (7), os ventos podem variar entre 60 km/h e 80 km/h no Rio Grande do Sul, ultrapassando 90 km/h durante temporais. Em Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, as rajadas devem ficar entre 50 km/h e 70 km/h.
Na sexta-feira (8), o Sul segue como destaque, com rajadas entre 70 km/h e 90 km/h, especialmente durante a madrugada e manhã. Em Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo, os ventos devem variar entre 50 km/h e 70 km/h, podendo chegar a 85 km/h em pontos do território paulista.
No sábado (9), a intensidade dos ventos começa a diminuir, mas ainda podem atingir até 70 km/h no sul do Rio Grande do Sul e 40 km/h a 50 km/h em áreas do Centro-Oeste e interior de São Paulo. Já no Domingo (10), Dia das Mães, os ventos moderados entre 40 km/h e 60 km/h devem persistir no Sul e Sudeste, acompanhados de uma massa de ar polar que derrubará as temperaturas, com risco de geada na Campanha e Serra gaúcha, além da Serra de Santa Catarina.
Para minimizar riscos, a Climatempo recomenda evitar áreas com possibilidade de queda de objetos, redobrar a atenção em estradas e não estacionar veículos próximos a árvores ou estruturas instáveis.
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