Dois bebês siameses nascidos unidos pelo abdômen em Goiânia não resistiram a complicações médicas e vieram a óbito após um deles contrair uma infecção grave. Bernardo e Eduardo, que dividiam o fígado, foram internados no Hospital Estadual da Mulher (Hemu) desde o nascimento, em maio.
Segundo o Dr. Zacharias Calil, o quadro de Bernardo evoluiu para uma enterocolite necrotizante, uma condição grave que afeta recém-nascidos e prematuros. A infecção levou a uma parada cardíaca irreversível, e, mesmo após tentativas de reanimação, a criança não sobreviveu.
Devido à interligação entre os gêmeos, a infecção rapidamente acometeu Eduardo. Os médicos realizaram uma cirurgia de emergência para tentar separá-los, mas, após cerca de 50 minutos de tentativas de reanimação, a criança também não resistiu. “Conseguimos fazer a cirurgia de separação, mas infelizmente o Eduardo, devido a todas essas complicações, também não resistiu”, declarou o médico.
O Dr. Calil ainda revelou que a cirurgia de separação estava programada para a semana seguinte, mas o quadro clínico se agravou rapidamente. “Nós tínhamos programado essa cirurgia eletivamente para a próxima semana. Então estávamos todos preparados. Mas, infelizmente, na medicina a gente não tem uma ciência exata. As coisas acontecem assim, na hora que você menos espera”, afirmou.
A perda dos bebês deixa uma dor imensurável para as famílias e a equipe médica, que lutou até o último momento para salvar as vidas.
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