O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (17) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que o líder argentino Javier Milei pudesse visitá-lo durante sua vinda ao Brasil no próximo sábado (25). A decisão reforça as restrições impostas pelo ministro, que já havia proibido visitas de familiares e ampliado os limites para contatos políticos até outubro.
Segundo a decisão, Bolsonaro só poderá receber visitas de caráter permanente, como médicos, fisioterapeutas e advogados. A prisão domiciliar do ex-presidente segue mantida, e até mesmo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho, teve o direito de visita suspenso por 90 dias. Moraes também vetou a divulgação de novos manifestos por parte do ex-presidente durante o período eleitoral.
Na decisão, o ministro destacou que, na casa onde Bolsonaro reside em Brasília, moram sua esposa, Michelle, uma filha e uma enteada, que não estão sujeitas às restrições de visita. No entanto, o ex-presidente segue proibido de receber outros filhos, como Carlos e Jair Renan, além de contatos políticos.
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