O Ministério Público de Goiás (MPGO) formalizou denúncia contra o ginecologista Marcelo Arantes e Silva, de 52 anos, pelo crime de estupro de vulnerável cometido contra 15 mulheres. Segundo a acusação, os abusos teriam ocorrido entre 2017 e 2025, período em que o médico atuava em sua clínica particular.
O profissional já cumpre prisão preventiva desde 24 de abril, após investigações da Polícia Civil (PC) revelarem que ele praticava atos libidinosos durante exames ginecológicos e consultas de rotina. Os indícios foram reforçados pela análise de prontuários médicos apreendidos na clínica, que serviram como base para a denúncia assinada pelo promotor Bruno Barra Gomes.
As penas pelos abusos denunciados podem ultrapassar 200 anos de reclusão, além de indenizações por danos morais às vítimas.
A delegada Amanda Menuci, responsável pelo caso, classificou o comportamento do médico como o de “um predador sexual” que se aproveitava da fragilidade clínica das pacientes. Relatos obtidos pela PC indicam que as consultas começavam com perguntas invasivas sobre a vida sexual das mulheres, evoluindo para toques físicos sem o uso de luvas e, em alguns casos, questionamentos sobre se elas sentiam prazer durante os exames.
O ambiente clínico era usado como um local de vulnerabilização, onde o médico dispensava a secretária e trancava a porta do consultório para agir livremente.
A investigadora destacou que as consultas eram frequentemente agendadas para o final do dia (entre 18h e 19h), quando a vítima ficava sozinha, com as pernas presas no aparelho de exame e o consultório trancado. “A vulnerabilidade era extrema porque elas ficavam submetidas à autoridade médica e física do suspeito”, afirmou Amanda.
Enquanto a Justiça aguarda a resposta da defesa para iniciar as audiências de instrução, novas frentes de investigação permanecem em andamento. Inquéritos sobre abusos ocorridos em Goiânia ainda estão em fase de conclusão pela Polícia Civil e devem ser encaminhados ao MPGO nos próximos dias.
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