Os pré-candidatos ao Senado pela base governista em Goiás reafirmaram nesta segunda-feira (29) que não abrirão mão da disputa, mesmo após proposta de redução para apenas dois nomes. A proposta de aglutinação foi apresentada pelo ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e pela ex-primeira-dama Gracinha Caiado (UB), durante encontro em Itumbiara no sábado (27), mas foi rejeitada pelo senador Vanderlan Cardoso (PSD), pelo deputado federal Zacharias Calil (MDB) e pelo ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PRD).
Em entrevistas, os três aliados foram unânimes em defender suas candidaturas, alegando que têm perspectivas de crescimento e chances reais de vitória. Zacharias Calil foi enfático ao descartar a possibilidade de desistência, destacando que sua candidatura é uma decisão pessoal e alinhada ao MDB. “É uma decisão pessoal e eu não vou declinar. Não tem motivo para isso. Sou o candidato do MDB e não tenho a menor vontade de declinar”, afirmou. Ele também considerou complicada a entrada de Gustavo Mendanha, devido à divisão de votos na região metropolitana de Goiânia, mas reconheceu que a decisão é do ex-prefeito.
Gustavo Mendanha, por sua vez, defendeu que sua candidatura é irreversível e que pesquisas iniciais mostram um cenário aberto para sua participação. “Fiz pesquisa qualitativa e estou praticamente empatado com todo mundo. É difícil para todos abrirem mão”, declarou. Embora não descarte mudanças até as convenções partidárias, em agosto, ele reforçou que a consolidação de quatro nomes torna a desistência improvável.
O senador Vanderlan Cardoso também reiterou que não abrirá mão de sua reeleição, descartando qualquer possibilidade de recuo. “Como é que vou abrir mão? Eu estou bem posicionado e vou abrir mão para quem? A chance é zero”, argumentou. Ele destacou que sua candidatura independe de negociações e já tem o aval do PSD.
A proposta de redução para dois nomes foi motivada pela desistência de Alexandre Baldy (PP), que optou por ser primeiro suplente de Gracinha Caiado, com Fião de Castro como segundo suplente. Zacharias Calil elogiou a postura de Baldy, mas ressaltou que sua decisão é pessoal e não segue o mesmo caminho.
Apesar das divergências, os pré-candidatos governistas acreditam que a base aliada ainda tem condições de eleger dois senadores, mesmo com a divisão entre quatro nomes. Mendanha avaliou que a situação favorece a oposição, mas acredita que a força governista pode superar os desafios. “Se fosse só dois ou três candidatos, isso favoreceria mais. Mas é muito difícil o Vanderlan ou o Zacharias desistirem. E eu não tenho como ficar de fora”, concluiu.
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