A Justiça de Goiás determinou que a farmacêutica Cifarma comprove o pagamento dos salários atrasados aos funcionários ou apresente uma justificativa detalhada, acompanhada de um cronograma para quitar os débitos, em até 10 dias. A decisão, proferida na sexta-feira (26), abrange trabalhadores das unidades da empresa em Goiás e Minas Gerais.
A medida foi tomada após o Ministério Público de Goiás (MPGO) informar ao Judiciário que a Cifarma havia comunicado a regularização da folha de pagamento, mas os salários de maio ainda não haviam sido depositados. Além disso, o magistrado ordenou que a administradora judicial verifique se os comprovantes apresentados pela empresa correspondem aos valores efetivamente pagos aos empregados.
O juiz destacou que os salários têm natureza alimentar, com prioridade absoluta, e alertou que a repetição dos atrasos ou informações inverídicas poderá resultar em medidas mais severas, como o afastamento dos gestores ou até a conversão da recuperação judicial em falência.
O caso é acompanhado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas e de Material Plástico de Goiás (SindQFPGO), que, no dia 11, promoveu um protesto com cerca de 200 funcionários em frente à sede da empresa, em Goiânia. Os trabalhadores denunciaram atrasos salariais, falta de depósitos do FGTS, férias não pagas e outras irregularidades trabalhistas.
Em nota, o Sindicato das Indústrias Farmacêuticas de Goiás (Sindifargo), que representa a Cifarma, afirmou que a empresa está na fase final da recuperação judicial e busca estabilizar sua situação financeira.
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