O ex-governador Ronaldo Caiado (União) minimizou, nesta sexta-feira (3), o lançamento de uma chapa pura à presidência da República pelo PSD, com ele na cabeça de chapa e Gilberto Kassab como vice. Em entrevista ao quadro Plural, no programa CBN Goiânia, Caiado sugeriu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prefere enfrentar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, mas evitou críticas diretas ao candidato do PL.
Ao ser questionado sobre a ausência de alianças com outros partidos, Caiado afirmou que a estratégia do PSD é focada em um plano de governo consistente, com reformas substantivas e sem depender de “relatórios da Polícia Federal ou fofocas”. Segundo ele, Kassab não será apenas um nome para “tirar foto”, mas sim uma peça-chave para garantir governabilidade.
Sobre a possibilidade de chegar ao segundo turno sem enfrentar Flávio Bolsonaro diretamente, Caiado argumentou que a rejeição do candidato do PL supera 50%, enquanto a do PT também é alta. Ele defendeu que uma candidatura com autenticidade e preparo técnico pode conquistar eleitores independentes. “As pessoas estão cansadas da polarização”, declarou, destacando que a eleição ainda reserva “muitos fatos” até outubro.
Em relação a Goiás, Caiado comentou o acordo com o ex-deputado Alexandre Baldy como suplente de Gracinha Caiado (União) nas eleições ao Senado. Embora reconheça que a dispersão de candidatos (três além dela) não seja ideal, ele afirmou que o diálogo será prioridade, mas não descartou o risco de prejuízos eleitorais, como ocorreu em 2022.
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