📍 Local: Senador Canedo – Goiás
⚖️ Natureza: Estupro de vulnerável e assédio em consultório médico
O ginecologista Marcelo Arantes e Silva, de 50 anos, tornou-se réu por estupro de vulnerável contra 15 pacientes, após a Justiça aceitar as denúncias apresentadas pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). Segundo a promotoria, as penas somadas podem ultrapassar 200 anos de prisão, e o acusado permanece preso preventivamente.
As investigações revelaram que os crimes ocorreram entre 2017 e 2025, durante consultas e exames ginecológicos, quando o médico tocava partes íntimas das vítimas fora do procedimento técnico, com intenção libidinosa.
A defesa do médico contestou o número de denúncias, afirmando que há apenas duas ações judiciais: uma recente e outra referente a uma investigação de 2017. Os advogados também criticaram o que chamaram de “alarde midiático” por parte das autoridades, alegando que a espetacularização de processos serve para impor suplícios morais antes mesmo do julgamento.
Os casos foram investigados pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Senador Canedo, que recebeu denúncias de mais de 20 mulheres, incluindo vítimas de Goiânia. Após a repercussão, outras mulheres passaram a procurar a polícia, o que pode resultar em novos inquéritos. O MPGO também pediu indenização mínima por danos morais às vítimas.
Durante as investigações, o MPGO realizou uma operação de busca e apreensão no consultório do médico para recolher prontuários das pacientes. Os processos agora entram na fase de resposta à acusação, com audiências de instrução e julgamento. Os autos tramitam em segredo de Justiça.
As investigações da Polícia Civil apontam que Marcelo Arantes é suspeito de estuprar 23 pacientes em Goiânia e Senador Canedo, aproveitando-se da vulnerabilidade técnica e emocional das vítimas. A delegada Amanda Menuci descreveu o comportamento do médico como o de um “predador sexual”, envolvendo toques físicos indesejados e perguntas íntimas inapropriadas.
Em um dos casos, uma paciente gravou a consulta após suspeitar da conduta do profissional, e outra relatou ter sofrido sexo oral por parte do suspeito.
O médico foi preso em 23 de abril, enquanto estava em casa, e teve o registro profissional suspenso. Além do processo criminal, ele é alvo de uma investigação ética pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego). Qualquer nova denúncia pode ser feita à Polícia Civil pelo telefone 197.
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